Luiz: 30 anos de clube, 25 de sinuca

Luiz FernandoLuiz Fernando Gomes completa 30 anos de Caiçaras ano que vem. E, segundo ele mesmo, foi um “dilúvio” que o levou até o clube.

Em março de 1988, chovia muito no Rio de Janeiro e ele estava em casa, desempregado, só acompanhando as notícias sobre deslizamentos, túneis fechados, engarrafamentos e alagamentos. Cansado de esperar, na primeira trégua que a chuva deu, pegou um ônibus e desceu na Lagoa Rodrigo de Freitas, sem destino. Foi quando passou por uma placa “Precisa-se de servente”. Ele não sabia até então, mas ali era o Caiçaras.

Pediu informação ao porteiro e entrou rumo ao departamento de Recursos Humanos. “Preenchi uma ficha e, dois dias depois, me ligaram. Fiz exames e comecei a trabalhar. Essa é a minha história”, diz. “O que eu tenho, devo ao clube. Construí minha família com este emprego. Era solteiro. Hoje sou casado, tenho dois filhos. Sou muito feliz trabalhando aqui”, afirma.

Luiz lembra que, antes de chegar à Sala de Jogos, trabalhou por curtos períodos na Piscina, no Ginásio, e na Portaria. E há 25 anos está na sinuca. Sua missão é deixar a sala em ordem, arrumar o material e manter a limpeza, ele explica, enquanto enfileira os tacos com cuidado – a maioria, diz, é particular, mas alguns são de uso coletivo, para empréstimo a sócios e convidados.

Hoje, ele reencontra na sinuca os garotos que, um dia, viu jogando bola no Ginásio. “Vi uma geração crescer. A molecada do futebol agora tem filho, passa e fala ‘oi, Luizinho’, têm sempre aquela consideração”, conta, feliz.